Figuras da História

Jacques Rancière | Tradução de Fernando Santos | Editora Unesp | 2018 | 79 p.



Figuras da história é a mais nova obra do filósofo Jacques Rancière publicada no Brasil. A obra não é de toda inédita. Compõe-se de dois textos escritos para a exposição Face à l’Histoire ocorrida em 1996 no Centro Georges Pompidou (Paris). É o próprio Rancière quem explica a origem dos textos logo no frontispício da obra. O primeiro ensaio intitulado “O inesquecível” joga com a ideia das relações entre a lente da objetiva cinematográfica e os fatos históricos. A dialética de Rancière passa por uma cena de A saída dos operários da fábrica Lumière (1895) a Gente no domingo (Siodmak e Ulmer, 1929) ou Ivan, o Terrível (Eisenstein, 1944-58). Nas palavras do autor, “(...) a era em que o cinema toma consciência dos seus poderes é também o tempo em que uma nova ciência histórica se afirma diante da história-crônica(...)” (p. 25). No segundo ensaio, “Sentidos e figuras históricas”, o filósofo Jacques Rancière se dedica à imbricação entre as artes pictóricas e a história, passando pelas obras de diferentes pintores, como Greuze, Kurt Schwitters, De Chirico, Felix Nussbaum. Para tomar emprestado um dos pensamentos lapidares do ensaísta: “(...) a desmesura vivida da história encontra incessantemente a sua expressão pictórica.” (p. 78)


{n. 7 | novembro | 2018}


© 2020 {voz da literatura}

  • White Facebook Icon
  • White Twitter Icon
  • Branco Ícone Google+